segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Não há refúgio da memória e do remorso nesse mundo. Os espíritos de nossos feitos tolos nos assombram, com ou sem remorso. - Gilbert Parker

E as lembranças voltaram vivas e mais fortes, não sabia se devia ter medo de mim ou deles, nem tampouco que quando tentasse dormir, seria assaltado por um terror inimaginável e desmedido.
Fixa em minha memória como o clarão que acompanha o trovão ou como a dor de quando se desloca um joelho estava à visão de tudo o que me fizeram, eu sentia-me transformado em gelatina eu não podia encontrá-los novamente preferia me derreter nas ultimas supurações da covardia, esta claro que não quero descrever a noite que passei lendo o caderno nem explicar porque cada passo lógico ao passado me custou tanto. Depois a coragem voltou num pesar total e implacável, pesar crêio, e um sentimento cruel de vingança. Respondi a ele que ia rezar para não ser corajoso, (desista disso ou faremos a nossa maneira) a maneira deles eu já conhecia, e se isso fosse verdade eu estaria em segurança em minha casa? Será que todos se sentem apreensivos com uma ameaça?Cada vento que batia na janela era um invasor: eu ouvia janelas sendo abertas e portas sendo forçadas. Era degradante nunca me considerei um herói meu avo com a melhor intenção do mundo - se encarregou disso ,mas de certo modo me via não de todo desprovido de masculinidade , era capaz de defender um amigo ;sabia como fechar uma ferida e guardar a infecção só pra mim .
Tentava me controlar contudo, sempre que minha mente ficava suficientemente clara para formar um novo pensamento , o pânico me invadia , sentia-me como um cachorrinho novo numa casa estranha .eu era como um homem escorregando por uma rampa de gelo , encontrava um pináculo onde se agarrar mas,que, assim que o abraça vê a saliência protetora se soltar , percebia que se não agisse primeiro não poderia interromper a queda e a morte estaria a minha espera ao fim da descida .
-----------------------------------------------------------
------------------------------------
Sonhos infinitos
Ao redor dos meus ombros
Eu não posso livrar este coração inquieto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário