“Uma paisagem qualquer é um estado de alma.”
―Henri Amiel
Preso na armadilha de meus próprios fantasmas espero que a inundação chegue e me afogue 23h00 horas no céu uma grande lua amarela, não consegui parar de trabalhar não quis ir para casa, parece que estou vivendo um pesadelo. Em plena avenida paro o carro começo a caminhar estou num transe deixo os carros passar quase me atropelando ,não tenho nesse momento nenhum poder de decisão começa a chover pingos fraquinhos a água começa a entrar nos meus olhos misturando-se as lagrimas , meus olhos ficam turvos, mas e daí? Eu não preciso ver muito bem, ou sentir muito bem, pensar muito bem, não estou indo a lugar nenhum, quero me deitar no chão e dormir, os animais dormem na chuva porque não posso? Se pudesse me tornar um animal já seria alguma coisa, um carro se aproxima de mim, uma daquelas pessoas que fazem caridade com certeza, perguntou se podia me dar uma carona subi sem perguntar pra onde e a chuva começou a cair mais forte tudo esta ficando escuro não faço idéia da nossa direção, nem quero saber, ela não era comunicativa nem eu, me parece estranho falar com tanta franqueza sobre insignificâncias quando na verdade existia problemas dos mais tremendos a serem solucionados, perguntou o que eu estava fazendo... passeando no escuro dando voltas procurando um lugar para cair ,perguntou se queria ajuda com o carro, respondi que não e agradeci , me deixou em uma rua qualquer ,e o que seria a terra sem estradas ? Um oceano sem trilhas, uma selva, a primeira estrada cortando as imensidões deve ter parecido uma grande conquista, direção, orientação, comunicação, depois duas estradas, três estradas... E então milhões de estradas ,uma teia de aranha e no centro a humanidade, os criadores apanhados como moscas , andei sem rumo num delírio , num real estado de loucura, nada me interessava pelo menos eu queria pensar que não essa fantasia me isolava do mundo e dos meus problemas, eu precisava de ilusão , distorção e perda da realidade, e a tragédia era que eu me recusava a encarar os problemas de frente [e estranho constatar isso quando penso nos dramas pelos quais passei eu sempre preferi assumir riscos no trabalho, eu nunca Fuji a luta .
―Henri Amiel
Preso na armadilha de meus próprios fantasmas espero que a inundação chegue e me afogue 23h00 horas no céu uma grande lua amarela, não consegui parar de trabalhar não quis ir para casa, parece que estou vivendo um pesadelo. Em plena avenida paro o carro começo a caminhar estou num transe deixo os carros passar quase me atropelando ,não tenho nesse momento nenhum poder de decisão começa a chover pingos fraquinhos a água começa a entrar nos meus olhos misturando-se as lagrimas , meus olhos ficam turvos, mas e daí? Eu não preciso ver muito bem, ou sentir muito bem, pensar muito bem, não estou indo a lugar nenhum, quero me deitar no chão e dormir, os animais dormem na chuva porque não posso? Se pudesse me tornar um animal já seria alguma coisa, um carro se aproxima de mim, uma daquelas pessoas que fazem caridade com certeza, perguntou se podia me dar uma carona subi sem perguntar pra onde e a chuva começou a cair mais forte tudo esta ficando escuro não faço idéia da nossa direção, nem quero saber, ela não era comunicativa nem eu, me parece estranho falar com tanta franqueza sobre insignificâncias quando na verdade existia problemas dos mais tremendos a serem solucionados, perguntou o que eu estava fazendo... passeando no escuro dando voltas procurando um lugar para cair ,perguntou se queria ajuda com o carro, respondi que não e agradeci , me deixou em uma rua qualquer ,e o que seria a terra sem estradas ? Um oceano sem trilhas, uma selva, a primeira estrada cortando as imensidões deve ter parecido uma grande conquista, direção, orientação, comunicação, depois duas estradas, três estradas... E então milhões de estradas ,uma teia de aranha e no centro a humanidade, os criadores apanhados como moscas , andei sem rumo num delírio , num real estado de loucura, nada me interessava pelo menos eu queria pensar que não essa fantasia me isolava do mundo e dos meus problemas, eu precisava de ilusão , distorção e perda da realidade, e a tragédia era que eu me recusava a encarar os problemas de frente [e estranho constatar isso quando penso nos dramas pelos quais passei eu sempre preferi assumir riscos no trabalho, eu nunca Fuji a luta .
E agora como dizia Cazuza *quase se pode dizer que eu mais pareço inconsequência, eu nego casa, familia, uma vida vazia*, minha instabilidade e indecisão me levam a manter aparências, mas a verdade rasga tudo as simulações, as fantasias, às vezes eu escorrego , deslizo quase caio , sei que não devo levar tão a serio nem me torturar pelos meus insucessos senão vou acabar tendo um colapso nervoso ou mental, eu tento.
Mas o medo supera meu animo é como se a vida em um dia me desse flores, e em outro uma facada, uma facada que vai tão fundo no meu coração que a dor se consome como se todo meu corpo tivesse ficado sem sangue tudo em mim dói queimando como acido, e eu não consigo fugir de mim não há remédio pra sufocar a dor, não adianta caminhar sozinho no escuro, não resolve evitar as pessoas.
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Estou parado em uma ponte
Estou esperando no escuro...
Não há nada exceto a chuva
Sem pegadas no chão
Estou ouvindo mas não há som
(Avril Lavigne)

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